Produzida em homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo, Um Só Coração utilizou personagens fictícios e reais para contar a história da cidade na primeira metade do século XX.

A série passou por momentos importantes da história da cidade, como A Semana da Arte Moderna em 1992, a Revolução de 1924, a crise de 1929, a Revolução de 1932, a Era Vargas e os ecos do nazismo e do fascismo.

Murilo fez parte da segunda fase de Um Só Coração como o anarquista Frederico, interpretado por Thadeu Torres na primeira fase.

Frederico se apaixona pela judia alemã Lídia (Helena Ranaldi), que chegou a São Paulo fugindo do nazismo após ser informada pelo sogro sobre a morte de seu marido. Mas enquanto o casal vive feliz e apaixonado no Brasil, seu esposo, David (Carlos Vereza), ressurge cheio de ressentimentos exigindo seus direitos de marido.

“[O Frederico] é um personagem que tem uma história muito bonita. Desde pequeno acompanha a trajetória do pai, que foi preso, torturado e, depois, morto e cresce com isso na cabeça. Ele se torna um rapaz protegido por pessoas influentes em São Paulo e desenvolve projetos interessantes.”

Murilo para a revista Dirce, em 2003.