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Site Oficial do Murilo Rosa

Site Oficial do Murilo Rosa

Bio

Murilo Rosa em terno preto

Muitos me perguntam como Murilo Rosa começou sua jornada de ator. Estou feliz em poder dividir essa história aqui. Como prima e fã de carteirinha, acho-a linda e inspiradora.

Porém, primeiro, quero contar sobre o menino Murilo. Criança ativa, que deixou alguns professores de cabelo em pé. Que sabia fazer pipa e rodava Brasília inteira de bicicleta. Ele era amigo de todos, deixava as meninas apaixonadas e, desde pequeno, exibia o sorriso encantador que carrega até hoje.

Murilo Araújo Rosa nasceu em Brasília, em 21 de agosto de 1970, e logo cedo começou a quebrar paradigmas. Tinha a energia de cinco crianças juntas e uma comunicação rápida, direta e honesta. Sempre foi uma pessoa incapaz de se conformar com situações disfuncionais. Para ele, até hoje é difícil fingir que está tudo bem. Ele precisa obedecer aos seus instintos.

No intuito de direcionar tanta energia, Dona Maria Luiza, educadora e historiadora, e Doutor Odair, advogado e empresário dedicado, colocaram-no para fazer esportes.

Então, o menino Murilo foi parar no Taekwondo, onde se dedicou ao ponto de tornar-se um grande atleta. Participou de dois campeonatos mundiais como faixa preta, e pensava em disputar as Olimpíadas em 1992, quando sua vida mudou.

Em 1991, voltando de mais uma das diversas férias que passou em Cabo Frio, sua irmã, Kenya, sugeriu que ele fizesse um teste para se tornar ator. O teste tinha saído no Correio Brasiliense e o destaque estava grande. Ia ser no dia seguinte, na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes.

Apesar de não ter dado muita atenção na hora, acordou no dia seguinte e percebeu que ainda estava pensando no anúncio. Então, seguiu seus impulsos, passou no shopping, comprou uma camiseta nova e foi fazer o teste.

Brasília pode até ter mudado, mas naquela época havia pouquíssimos eventos e muita gente ávida por algo novo. Tudo era motivo de aglomeração. E lá estava o Murilo. Uma cabecinha em meio à multidão. Mais de mil pessoas e uma porta pequena lá longe. E ele olhando aquele mar de gente.

Com muito esforço, chegou perto da porta e descobriu ser um teste para a Rede Globo de Televisão. Até então, achava que era para um filme. Soube, também, que havia uma lista de 250 atores, alunos da Faculdade Dulcina, cadastrados para aquele teste.

Analisou a situação, balançou a cabeça e voltou para o carro. Para muitos este seria o fim. Mas estamos falando do Murilo. E ele precisava tentar. Algo ficara muito incompleto em seu coração.

Resolveu sair do carro e olhou além da multidão. Viu o segurança na porta, que já tinha olhado para ele, e deu a volta por trás da faculdade. Deparou-se com um vidro quebrado, e calculou que dava para passar. E foi isso mesmo o que ele fez. Entrou pelo buraco do vidro!

Este é o Murilo Rosa. Não existem portas fechadas para ele. Ele nunca tinha estado naquele prédio, nem tinha pensado em ser ator. Mas por uma curiosidade, foi parar no porão, encontrou um elevador e subiu.

Quando, finalmente, chegou no andar do teste, encontrou duas salas lotadas. Sentou-se numa cadeira, sem conhecer ninguém, e ficou bem quietinho. Provavelmente lembrando que não era ator, mas sim um estudante de Educação Física, recém voltado do campeonato mundial de Taekwondo. Sabe-se lá.

Entra em cena, então, ninguém mais, ninguém menos do que Ricardo Waddington, hoje um diretor muito importante da Rede Globo. Silêncio total para ouvi-lo falar que estava procurando 4 homens e 4 mulheres de um tipo muito específico e que aquele era somente um teste de cadastramento para a Rede Globo. Também pediu para que não ficassem chateados, mas que dispensaria as pessoas que não estivessem dentro do perfil procurado.

E assim foi. Waddington olhava para as pessoas e falava “prazer em te conhecer”. Aquela era a deixa para se levantarem e irem embora. Virou para o lado direito do Murilo e disse: “Prazer em te conhecer”. Virou para o lado esquerdo: “Prazer em te conhecer”. E das 250 pessoas que lá estavam, ficaram o Murilo, outros 3 homens e 4 mulheres. Sorte? Destino?

Não importa. O que importa é que Murilo recebeu um texto, levou-o para casa, ensaiou com o pai, e voltou para fazer o teste. Em suas próprias palavras: “foi bacaninha, dentro das minhas limitações”.

O teste, de fato, tinha sido somente um cadastramento da Globo, mas para Murilo foi muito mais do que isso. A sensação de estar em cena, de estudar um texto, de atuar e de brincar, se tornaram, a partir daquele momento, um desejo e um sonho que mudou sua vida.

Murilo trancou a faculdade de Educação Física e foi estudar no “Teatro Dulcina”, onde teve como primeiros professores e diretores, Humberto Pedrancini e Jesus Vivas.

Humberto Pedrancini o convidou para montar uma peça de Plínio Marcos chamada “Dois perdidos numa noite suja”, aliás a primeira peça que leu na vida. Mas Murilo e sua alma inquieta precisavam dar um outro passo. Ele ia se mudar para o Rio de Janeiro!

Levou consigo as palavras do Pedrancini, de quem lembra com muita admiração e carinho: “Vá! E quando quiser fazer algo pela arte, faça. Talento você tem, e muito!”

Com apoio total e amor incondicional dos pais, Murilo chegou ao Rio de Janeiro em abril de 1992. E como quem entra pelo buraco de um vidro, atrás de um prédio desconhecido, ele desbravou a cidade maravilhosa com muita coragem. E também com responsabilidade, dedicação e paixão.

Fez algumas escolas de teatro, dentre as quais o famoso “Teatro Tablado”, onde foi convidado por Maria Clara Machado para atuar na peça “O Diamante do Grão-Mogol”, que ficou 1 ano em cartaz.

Também atuou e foi assistente de direção de outra peça intitulada “A gente não tem cara de Babaca”, baseada na poesia do Gonzaguinha.

E foi assim que começou a longa jornada deste ator, apaixonado e determinado, que pode ser encontrada neste site. Eu queria mesmo era dividir com vocês este início.

É um prazer fazer parte da família e da história de vida deste homem. Um pai exemplar e marido apaixonado por sua maravilhosa esposa, Fernanda Tavares. Amoroso e dedicado aos pais e à toda sua família estendida. Embaixador Brasileiro de Taekwondo e defensor de diversas causas importantes para o desenvolvimento do nosso país.

Este é o Murilo. Meu primo querido que levou sua espontaneidade ao próximo nível. Até virar ator. Do inglês, “actor”. Que vem da palavra “action” e significa ação.

E com vocês, Murilo Rosa! Luzes, câmera, ação!

Texto escrito por Flavia Rosa Costa, prima querida de Murilo.

 

 

Prêmios

2017

Categoria: Melhor ator

Onde: Festival de Cinema da Lapa

Por: A Menina Índigo

2013

Categoria: Melhor Ator

Onde: Festival de Cinema de Natal

Por: Vazio Coração

2011

Categoria: Melhor Ator Coadjuvante

Onde: Festival de Cinema de Los Angeles

Por: Como Esquecer

Categoria: Melhor Ator

Onde: Anápolis Festival de Cinema

Por: Orquestra dos Meninos

2009

Categoria: Melhor Ator

Onde: Festival de Cinema de Los Angeles

Por: Orquestra de Meninos

2007

Categoria: Melhor Ator

Onde: Festival de Três Rios

Por: O segredo

2006

Categoria: Melhor Par Romântico

Onde: Prêmio Contigo América

Categoria: Melhor Ator

Onde: Festival de Santa Maria de Vídeo e Cinema

Por: O Segredo

2005

Categoria: Melhor Ator do Ano

Onde: Prêmio Extra

Por: América

Categoria: Melhor Ator

Onde: Festival de Cinema de Maringá

Por: O Segredo

Categoria: Melhor Ator

Onde: Festival de Varginha

Por: O Segredo

Categoria: Melhor Ator coadjuvante (indicado)

Onde: Melhores do Ano (Domingão do Faustão)

Por: América

2002

Categoria: Melhor Ator

Onde: Festival de Varginha

Por: Ismael e Adalgisa

1993

Categoria: Melhor Ator

Onde: Prêmio Cantão de Teatro

Por: Porcos com Asas

Categoria: Melhor Ator

Onde: Festival Carioca de Novos Talentos

Por: Porcos com Asas

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